sexta-feira, 9 de outubro de 2026

John Elkington e as três dimensões do valor sustentável


Uma empresa pode prosperar 
se o mundo ao seu redor não prosperar?

John Elkington acrescentou ao pensamento sobre sustentabilidade uma pergunta especialmente importante para as organizações: pode uma empresa ser considerada bem-sucedida quando seus resultados econômicos convivem com destruição relevante de valor social ou ambiental? Sua contribuição ajudou a levar para o universo empresarial uma discussão que ganhava força na sociedade: resultados econômicos são indispensáveis, mas não constituem a única dimensão pela qual os efeitos de uma organização podem ser compreendidos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Gro Harlem Brundtland e a responsabilidade entre gerações

Representação simbólica, inspirada no Relatório Our Common Future.

Desenvolver o presente, 
sem comprometer as possibilidades do futuro.

Gro Harlem Brundtland ajudou a colocar no centro do debate mundial uma pergunta que atravessa gerações: como atender às necessidades das pessoas que vivem hoje sem comprometer a capacidade daqueles que viverão amanhã de atender às suas próprias necessidades? A questão parece simples de ser compreendida, mas contém um dos maiores desafios da governança em todos os recortes possíveis: decisões presentes podem produzir consequências que permanecerão muito depois daqueles que as tomaram.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Governança em transformação: pessoas, ética e capacidade de adaptação

 

Em entrevista à Revista RI, edição 305, divulgada no dia 6 de outubro, Valéria Café, diretora-geral do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa – IBGC, apresenta uma visão de governança que vai muito além de estruturas formais, conselhos ou mecanismos de controle. A entrevista foi concedida no âmbito da coluna Orquestra Societária, assinada por Cida Hess, Mônica Brandão e José Carlos Paranhos.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Governança e financiamento de sociedades de futebol no Brasil

SAFs, receitas, patrocínios, bets e 
governança sistêmica no futebol brasileiro

Em 2021, a criação da Sociedade Anônima do Futebol – SAF – abriu uma nova etapa. A Lei nº 14.193/2021 instituiu essa modalidade societária, estabelecendo uma estrutura empresarial específica para a atividade futebolística e ampliando as possibilidades de investimento, financiamento, reorganização patrimonial e tratamento dos passivos dos clubes.

sábado, 3 de outubro de 2026

Governança do Brasil e governança corporativa: cuidar do presente, construir o futuro


Neste sábado, às vésperas das eleições gerais, vale diminuir o passo e pensar com serenidade no Brasil que desejamos construir. Amanhã, 4 de outubro, iremos às urnas para escolher representantes que terão responsabilidades importantes sobre nossa vida coletiva. Entre tantas notícias, expectativas e divergências, podemos reservar um momento para refletir sobre o que esperamos de quem recebe o poder de decidir.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Donella Meadows e a sustentabilidade como sistema


Quando enxergamos apenas as partes, 
podemos deixar de compreender o problema.

Donella Meadows agregou ao pensamento sobre sustentabilidade uma pergunta poderosa: o que acontece quando decisões aparentemente separadas fazem parte de um mesmo sistema? População, produção, consumo, recursos naturais, poluição, tecnologia e qualidade de vida podem ser analisados isoladamente. Contudo, Meadows ajudou a mostrar que compreender suas conexões, retroalimentações e limites pode ser tão importante quanto observar cada elemento separadamente.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Banco Central prevê rastreabilidade de decisões: reflexão para empresas


O Banco Central publicou, em maio de 2026, seu Plano de Integridade para 2026 e 2027, que prevê a elaboração de uma política de governança dos processos decisórios, incluindo registro, documentação e rastreabilidade das decisões. O documento também contempla medidas de prevenção a conflitos de interesse na atuação de servidores. A iniciativa oferece uma referência para empresas interessadas em fortalecer a transparência e a qualidade de suas decisões.

Elinor Ostrom e a governança dos recursos compartilhados


Nem todo problema coletivo precisa 
de uma solução imposta de cima para baixo.

Elinor Ostrom acrescentou ao pensamento sobre governança uma pergunta desafiadora: pessoas ou grupos que compartilham determinado recurso conseguem criar regras para administrá-lo coletivamente?

terça-feira, 29 de setembro de 2026

R. Edward Freeman e a empresa como rede de interesses


Uma empresa não cria valor sozinha.

R. Edward Freeman acrescentou ao pensamento sobre as organizações uma pergunta capaz de alterar profundamente a maneira como enxergamos as empresas: para quem a empresa precisa criar valor? A resposta ultrapassa sócios, administradores ou qualquer outro grupo considerado isoladamente. Para Freeman, compreender uma empresa exige compreender também as relações que permitem que ela crie valor.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

É possível desenhar políticas monetária e fiscal mais favoráveis ao Brasil?


Inspirado no manifesto J'Accuse! de Émile Zola, 
o economista André Lara Resende propõe redesenhar 
a arquitetura fiscal e monetária brasileira

O debate em torno dos rumos da economia nacional ganhou contornos de manifesto com a publicação do artigo Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos, assinado por André Lara Resende. O texto procura jogar luz sobre mecanismos que, segundo o autor, ajudam a explicar a vulnerabilidade fiscal do Brasil, desafiando dogmas que há décadas privilegiam políticas econômicas fortemente restritivas e podem limitar os investimentos e o crescimento.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Meritocracia x Política de Cotas: quando o Estado deve atuar?


Igualdade de oportunidades, mérito e 
ações afirmativas à luz da Constituição Federal

Meritocracia e política de cotas costumam aparecer no debate público como ideias opostas. De um lado, reside a defesa de que vagas, cargos e oportunidades devem ser atribuídos segundo esforço, capacidade e desempenho individual. De outro lado, existe a constatação de que pessoas submetidas às mesmas regras podem chegar à competição carregando desigualdades tão profundas que a igualdade formalizada no ordenamento jurídico, sozinha, não assegura uma disputa equilibrada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O que Maquiavel pode ensinar sobre governança, estratégia e liderança?



O que Maquiavel pode ensinar sobre governança, liderança e estratégia

Poucos autores atravessaram tantos séculos despertando simultaneamente admiração, controvérsia e interpretações equivocadas quanto Nicolau Maquiavel. Escrito no início do século XVI, O Príncipe, obra que atravessou séculos e é considerada por muitos estudiosos uma das referências clássicas da Ciência Política, procurou compreender como o poder é conquistado, exercido e preservado em um ambiente marcado por disputas, mudanças e incertezas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Inveja nas organizações: risco de governança e gestão?


Um sentimento individual com efeitos coletivos

A inveja é um sentimento humano tão antigo quanto as relações sociais, mas raramente reconhecido no ambiente de trabalho. Nas organizações, ela pode surgir quando uma pessoa compara sua posição, remuneração, influência, reconhecimento ou desempenho com os de outra e percebe nessa diferença uma ameaça ao próprio valor. O sentimento, inicialmente individual e silencioso, torna-se um problema organizacional quando passa a interferir em comportamentos, decisões e relações profissionais.

sábado, 19 de setembro de 2026

Caso Braskem: Expansão petroquímica, desastre de Maceió e desafios de governança


Quando os riscos invisíveis chegam ao balanço

Poucas empresas brasileiras reúnem tantos elementos para um estudo de governança corporativa e sustentabilidade quanto a Braskem. Em 2026, a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas permanece operacionalmente relevante, mas enfrenta, ao mesmo tempo, elevado endividamento, passivos socioambientais, pressão de credores, processos judiciais e uma profunda reorganização financeira e societária.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

O pensamento deliberativo e a governança das diferentes opiniões


Como ouvir diferentes perspectivas
sem perder a capacidade de decidir

Uma empresa é uma organização hierárquica. Existem acionistas, conselhos, diretorias, gestores, competências e responsabilidades claramente distribuídas. Nem todas as decisões podem ser submetidas à votação de todos e nem todas as pessoas possuem autoridade para decidir. 

domingo, 13 de setembro de 2026

Caso Apple: Governando a complexidade para produzir simplicidade


Por fora, tudo parece simples; 
por trás das cortinas, quase nada é

Por fora, quase tudo na Apple procura parecer simples; por dentro, quase nada é. Um iPhone, um Mac ou um par de AirPods escondem processadores, sistemas operacionais, sensores, software, redes, fornecedores e milhares de decisões técnicas. Pode ser que aí resida uma das características mais interessantes da empresa: administrar enorme complexidade interna para produzir simplicidade externa.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O pensamento paradoxal e a administração de opostos


Escolher um lado pode ser o erro

Empresas são frequentemente colocadas diante de escolhas que parecem exigir uma resposta definitiva: servir aos públicos A e B ou aos públicos C e D, focar o curto ou o longo prazo, centralizar ou descentralizar atividades, buscar eficIência ou inovar. As possibilidades são várias e decisões precisam ser tomadas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Indicação: Matérias e entrevistas na Revista RI e no Portal Acionista

 

Sugerimos aos nossos visitantes a leitura dos seguintes artigos e entrevistas, publicados pela editora deste EG Mônica Brandão em parceria com Cida Hess (Revista RI e Acionista) e José Carlos Paranhos (Revista RI):

O pensamento sistêmico e a visão do todo


Problemas complexos raramente têm causas isoladas

Iniciemos com um problema empresarial que parece simples. Uma empresa começa a apresentar atrasos na entrega de produtos, erros e queda de produtividade. A conclusão parece evidente: faltam pessoas, todos estão sobrecarregados. A solução também parece simples: contratar. Mas talvez o problema mais profundo esteja menos na quantidade de profissionais do que no sistema em que eles trabalham.

domingo, 6 de setembro de 2026

Mulheres estão mais presentes no topo de empresas, mas a diversidade avança de forma desigual

 

Estudo revela participação feminina recorde nos espaços de decisão

A diversidade começa a ganhar espaço na alta administração das companhias abertas brasileiras, mas esse avanço ainda ocorre de maneira bastante desigual. A edição de 2026 do estudo Lideranças Plurais, realizado pela B3 em parceria com o Instituto Locomotiva, mostra que as mulheres alcançaram presença recorde nos conselhos de administração e nas diretorias estatutárias. A representatividade racial e a inclusão de pessoas com deficiência, contudo, continuam significativamente menores.

Oliver Williamson e a arquitetura dos custos de transação

 

Antes de governar a empresa, há mais o que pensar.

Se Ronald Coase, em 1937, perguntou por que as empresas existem, Oliver Williamson dedicou quase cinco décadas a responder como elas devem ser desenhadas. Nascido em 1932, engenheiro no MIT, MBA em Stanford e PhD em Carnegie Mellon, professor em Berkeley e Yale, Prêmio Nobel de 2009, Williamson transformou a ideia dos custos de transação em uma teoria testável e, sobretudo, utilizável por quem decide.

A Constituição que podemos aperfeiçoar


Um dia 7 de setembro para refletirmos 
sobre as instituições do Brasil

O dia 7 de setembro costuma nos convidar a olhar para trás. Voltamos a 1822, à Independência do nosso País e ao longo caminho percorrido pelo Brasil para construir sua soberania, suas instituições e sua identidade como nação. Mas talvez a melhor homenagem que possamos prestar à nossa história, sem nos perder do que fomos, seja também olhar para a frente. Países não ficam prontos, são construções permanentes. A independência de uma nação também se revela em sua capacidade de aperfeiçoar as próprias instituições.

sábado, 5 de setembro de 2026

Ronald Coase e a pergunta sobre a razão de existir das firmas


Antes de governar uma organização, 
é preciso compreender por que ela existe

Ronald Harry Coase foi uma das personalidades mais importantes do pensamento econômico do século XX e um dos autores cuja obra ajudou a construir as bases intelectuais para compreender as organizações, os contratos, os direitos de propriedade e os mecanismos pelos quais as atividades econômicas são coordenadas. 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A Constituição que escolheu os cidadãos


A Carta Magna como instrumento de governança do Brasil 

Qual ordem socioeconômica combinada emerge da Constituição Federal de 1988, quando se consideram aspectos econômicos, sociais e ambientais? Em função de sugestões de leitores dos artigos Qual ordem econômica emerge da Carta Magna?, Qual ordem social emerge da Carta Magna? (1/3), Qual ordem social emerge da Carta Magna? (2/3) e Qual ordem social emerge da Carta Magna? (3/3), procuramos aqui fazer uma breve, mas substanciosa síntese desses textos, com alguns de seus elementos.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Febraban Tech 2026 e a visão dos bancos


O que a Carta Magna espera do Ecossistema Financeiro?

Na abertura do Febraban Tech 2026, o maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro da América Latina, realizado de 24 a 26 de agosto, em São Paulo, com o tema Agentes inteligentes, liderança humana, presidentes de grandes bancos do País se reuniram no primeiro dia do evento, no Auditório Febraban. O jornal O Globo sintetizou o espírito do painel, em matéria do dia 26 de agosto, denominada O que pensam os CEOs dos bancos brasileiros sobre ajuste fiscal, juros e produtividade.

sábado, 29 de agosto de 2026

O pensamento metafórico e a metáfora como ferramenta de governança


A força das metáforas

Governança corporativa pode parecer, à primeira vista, um território dominado por números, indicadores, relatórios, auditorias, matrizes de risco, demonstrações financeiras e complexos modelos de projeção do futuro. Conselheiros recebem toneladas de informações e precisam transformar esse material em decisões capazes de diagnosticar o presente, antecipar riscos e construir o futuro da organização. 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Rachel Carson e a governança das consequências invisíveis


Consequências de algumas decisões, por vezes, 
aparecem quando já é tarde demais

Rachel Louise Carson não foi uma teórica da governança corporativa, mas seu legado remete aos primórdios do princípio da sustentabilidade, um dos princípios de governança. Bióloga marinha, escritora e cientista norte-americana, ela construiu parte importante de sua carreira no serviço público federal dos Estados Unidos e tornou-se conhecida inicialmente por seus livros sobre os oceanos, como o premiado The Sea Around Us, publicado em 1951. Cerca de 11 anos após, em 1962, com a publicação de Silent Spring, seu nome entraria definitivamente na história.

Mervyn King e a governança além do acionista


Quando a empresa passou a ser compreendida
como parte da sociedade

Governar uma organização, na visão de Mervyn King, deixou de significar apenas disciplina nas relações entre acionistas, administradores e conselhos. Passou também a exigir uma pergunta mais ampla: quais são as consequências da atuação de uma empresa para todos aqueles que dela dependem – e para a própria sociedade na qual ela existe?

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Era do obscurantismo na geopolítica?


A visão geopolítica de Paulo Nogueira Batista Jr.,
economista, ex-Diretor Executivo no FMI e 
ex-Vice-Presidente do Banco do BRICs

Em artigo publicado na revista CartaCapital, denominado A era do obscurantismo (20/8/2026), Paulo Nogueira Batista Jr. economista que exerceu cargos relevantes no FMI e no Banco do BRICs, propõe uma interpretação sobre a geopolítica internacional. O texto parte da constatação de que a humanidade atravessa a situação mais delicada desde a Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Ira Millstein e a governança na mesa do conselho


Quando o conselho deixa de assistir e passa a governar

Ira Millstein ocupa um lugar muito particular na história da governança corporativa. Ele dedicou grande parte de sua trajetória a uma questão essencialmente prática: o que um conselho de administração precisa fazer para realmente governar?

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Bob Tricker e o nascimento intelectual da governança corporativa


Antes de a governança corporativa se tornar código,
ela precisou se tornar objeto de estudo

Robert Ian “Bob” Tricker ocupa uma posição singular na história da governança corporativa. Antes de o tema ganhar a projeção mundial que alcançaria nas décadas seguintes e antes de relatórios como o Cadbury Report difundirem internacionalmente as boas práticas de governança, Tricker já investigava, de maneira sistemática, o funcionamento dos conselhos de administração, os mecanismos de controle das organizações e, sobretudo, uma questão essencial: quem governa aqueles que administram?

terça-feira, 18 de agosto de 2026

IA em 2026: entre produtividade e dependência

 

 Tecnologia requer governança

A inteligência artificial generativa está ampliando rapidamente seu espaço na vida cotidiana, mas a transformação mais relevante não está apenas no número de pessoas que utilizam essas ferramentas. Em artigo publicado pela Harvard Business Review, Marc Zao-Sanders analisou como a IA vem sendo efetivamente utilizada em 2026, apontando uma mudança mais profunda: sistemas concebidos inicialmente como instrumentos de produtividade começam também a participar de atividades tradicionalmente associadas ao pensamento, à decisão e até às relações emocionais humanas.

domingo, 16 de agosto de 2026

Presidente da AMEC elenca questões relevantes para os mercados de capitais e de crédito


Em entrevista concedida à Revista RI – Relações com Investidores, Fábio Coelho, presidente executivo da Associação de Investidores no Mercado de Capitais – AMEC, percorreu alguns dos principais desafios atualmente enfrentados pelos mercados de capitais e de crédito no Brasil. Entre questões regulatórias, mudanças na estrutura societária das companhias, crescimento do crédito privado e transformação tecnológica dos mercados, quatro pontos de sua análise merecem atenção especial.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Casos Embraer e Cobra: dois projetos, dois destinos


O Brasil decidiu construir aviões e computadores.
Duas experiências, dois caminhos

No intervalo de apenas cinco anos, o Brasil criou duas empresas destinadas a enfrentar desafios tecnológicos extraordinariamente ambiciosos para um país em desenvolvimento. Em 1969, nasceu a Embraer. Em 1974, a Cobra – Computadores e Sistemas Brasileiros S.A. Uma produziria aeronaves; a outra, computadores. Ambas surgiram de projetos de desenvolvimento nacional, utilizaram conhecimento científico previamente acumulado e procuraram reduzir a dependência brasileira de tecnologias estrangeiras. Seus destinos empresariais, entretanto, seriam profundamente diferentes.

Caso Cobra: a trajetória da fabricante nacional de computadores


O Brasil não queria apenas comprar computadores. 
Queria aprender a construí-los

A história da Cobra por vezes é lembrada como um capítulo distante da informática brasileira. Na verdade, ela representa algo muito maior: uma das mais ambiciosas tentativas do Brasil de transformar conhecimento científico e tecnológico em capacidade industrial própria, em um setor que começava a adquirir extraordinária importância econômica, militar e estratégica. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Caso Embraer: 56 anos e a indispensável liderança de Ozires Silva


A Embraer tem feito grandes voos. 
E sua história começa antes mesmo de ela existir

A história da Embraer costuma ser contada como a história de uma empresa. Na verdade, é também a história de uma arquitetura institucional muito interessante, que merece ser estudada, e de uma liderança decisiva para que essa arquitetura se transformasse em uma das experiências industriais mais bem-sucedidas do Brasil.

Cavalo de Tróia: a due diligence que nunca ocorreu


Um protocolo de pesquisa e conhecimento prévio 
pode ser a primeira muralha de qualquer organização

A história do Cavalo de Troia atravessou mais de três mil anos como uma das maiores demonstrações de inteligência estratégica da humanidade. Narrada por Virgílio, na Eneida, e enraizada na tradição épica grega já presente em Homero, ela costuma ser lembrada como o triunfo da astúcia sobre a força.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Sir Adrian Cadbury em defesa de regras para sustentar a confiança


Quando a confiança desaparece, 
a governança deixa de ser opcional.

Sir Adrian Cadbury foi uma das personalidades mais influentes da história da governança corporativa moderna. Empresário, autor e pensador da governança, além de presidente do comitê responsável pelo célebre Cadbury Report, publicado em 1992, seu nome tornou-se quase sinônimo do nascimento dos códigos contemporâneos de governança.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Conflito de agência: Arantxa Sánchez e a confiança traída


Uma reflexão para famílias e empresas familiares

Ela foi a número 1 do mundo, conquistou por quatro vezes títulos de Grand Slam e acumulou mais de 30 milhões de dólares ao longo da carreira, entre premiações, patrocínios e outras receitas. Segundo a imprensa espanhola, foi condenada por ocultação de bens e só não teria sido presa por ter se disposto a entregar ao banco a metade de sua renda de professora. 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

A aritmética da sinergia


A expressão 1 + 1 = 3 se aplica a todos os casos?

Poucas palavras exercem tanto fascínio no mundo corporativo e nos mercados financeiros quanto o termo sinergia, protagonista em grande parte das operações de fusão ou aquisição (Mergers and Acquisitions ou M&A), justificando investimentos milionários ou bilionários e sustentando projeções frequentemente promissoras de geração de valor. 

domingo, 19 de julho de 2026

Globalização reinventada, não extinta – diz a OCDE


A globalização não morreu: de acordo com a Organisation for Economic Cooperation and Development, os números provam. Contrariamente ao discurso que decreta o fim da globalização, os novos dados da OCDE sobre o Trade in Value Added ou Comércio em Valor Agregado (TiVA) revelam, segundo a entidade, outra situação.

sábado, 18 de julho de 2026

O conselheiro invisível: quando a voz volta a influenciar


Como ser relevante nas reuniões do conselho de administração?

No artigo O conselheiro invisível: quando a voz deixa de influenciar, discorremos brevemente sobre a rejeição a opiniões de conselheiros nas reuniões de conselhos de administração e porque ela pode existir. Já no presente artigo, procuramos explorar potenciais táticas para que a voz que não é ouvida, ou deixou de ser ouvida seja considerada.

O conselheiro invisível: quando a voz deixa de influenciar


Como ser relevante nas reuniões do conselho de administração?

Há algum tempo, um ex-colega da Faculdade de Engenharia, que participava do comitê administrativo de uma empresa, desabafou conosco sobre uma situação que lhe causara crescente frustração: suas opiniões não eram consideradas nas reuniões do conselho. Sequer apareciam, ainda que de forma sintética e sem identificação nominal, nas atas das mencionadas reuniões. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (3/3)

 

República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

Além dos temas brevemente tratados nos artigos Qual ordem social emerge da Carta Magna (1/3) e Qual ordem social emerge da Carta Magna (2/3), é necessário tratar ainda dos tópicos vistos a seguir, focalizando pontos específicos para contextualização dos leitores.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (2/3)

 

República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

Além do tema brevemente tratado no texto Qual ordem social emerge da Carta Magna (1/3), a seguridade social, é necessário tratar daqueles a seguir comentados, focalizando pontos específicos para contextualização dos leitores.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (1/3)


República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

A Constituição Federal de 1988 não organizou apenas os fundamentos, a estrutura e a defesa do Estado brasileiro, a organização dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, a tributação, o orçamento e a ordem econômica e financeira. 

sábado, 11 de julho de 2026

Michael Jensen e William Meckling: O estudo que revelou o conflito de agência


O conflito e os custos de agência remetem
à boa governança corporativa.

Em 1976, o capitalismo corporativo já havia passado por uma profunda transformação. Muitas grandes empresas haviam deixado de ser simples extensões de seus fundadores e se tornado estruturas complexas, administradas por executivos profissionais, financiadas por milhares de investidores e sustentadas por uma rede cada vez maior de contratos.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O homem que mudou o jogo: a governança invisível das decisões


Processos formais, reportes e relatórios
não mostram, de fato, como decisões são tomadas. 

Organizações perseguem resultados por meio de ritos nem sempre plenamente compreendidos. Crescimento, lucratividade, inovação, reputação e longevidade, entre outros temas, ocupam o centro das atenções de sócios, conselhos de administração e diretorias executivas. Entretanto, por detrás de qualquer indicador que aparece em relatórios ou de qualquer meta alcançada, existe um processo invisível que define o futuro das organizações: a forma como elas decidem.

domingo, 5 de julho de 2026

Caso Dolly e o risco tributário

 

Adiar indefinidamente o pagamento de tributos ainda é possível?

O caso Dolly é um alerta sobre governança corporativa, risco tributário, concentração de poder e continuidade empresarial. O que está em discussão não é apenas uma dívida tributária bilionária, mas a convivência de uma organização, durante anos, com passivos relevantes, até que aquilo que parecia administrável passa a ameaçar a própria sobrevivência da empresa.

Do Decreto à Lei: o teste de efetividade da governança pública brasileira


Um avanço institucional da 
Administração Pública brasileira

A governança pública brasileira caminha para um novo patamar institucional. A discussão em torno do PL nº 3.995/2024, que busca estabelecer em lei a política de governança da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, não deve ser vista como mera atualização normativa. Trata-se de um movimento relevante na tentativa de transformar diretrizes de boa administração em compromisso institucional mais estável e mais legalmente robusto.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Pode uma organização ser, de fato, uma família?


Este não é um texto sobre empresas familiares – informamos de pronto. Trata-se de uma reflexão sobre cultura,  liderança, pertencimento, e sobre os limites de uma metáfora que, se usada em âmbito organizacional, exige clareza e responsabilidade.