Quando o conselho deixa de assistir e passa a governar.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
Ira Millstein e a governança na mesa do conselho
quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Bob Tricker e o nascimento intelectual da governança corporativa
Antes de a governança corporativa se tornar código,
ela precisou se tornar objeto de estudo.
terça-feira, 18 de agosto de 2026
IA em 2026: entre produtividade e dependência
A inteligência artificial generativa está ampliando rapidamente seu espaço na vida cotidiana, mas a transformação mais relevante não está apenas no número de pessoas que utilizam essas ferramentas. Em artigo publicado pela Harvard Business Review, Marc Zao-Sanders analisou como a IA vem sendo efetivamente utilizada em 2026, apontando uma mudança mais profunda: sistemas concebidos inicialmente como instrumentos de produtividade começam também a participar de atividades tradicionalmente associadas ao pensamento, à decisão e até às relações emocionais humanas.
domingo, 16 de agosto de 2026
Presidente da AMEC elenca questões relevantes para os mercados de capitais e de crédito
Em entrevista concedida à Revista RI – Relações com Investidores, Fábio Coelho, presidente executivo da Associação de Investidores no Mercado de Capitais – AMEC, percorreu alguns dos principais desafios atualmente enfrentados pelos mercados de capitais e de crédito no Brasil. Entre questões regulatórias, mudanças na estrutura societária das companhias, crescimento do crédito privado e transformação tecnológica dos mercados, quatro pontos de sua análise merecem atenção especial.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Casos Embraer e Cobra: dois projetos, dois destinos
O Brasil decidiu construir aviões e computadores.
Duas experiências, dois caminhos.
No intervalo de apenas cinco anos, o Brasil criou duas empresas destinadas a enfrentar desafios tecnológicos extraordinariamente ambiciosos para um país em desenvolvimento. Em 1969, nasceu a Embraer. Em 1974, a Cobra – Computadores e Sistemas Brasileiros S.A. Uma produziria aeronaves; a outra, computadores. Ambas surgiram de projetos de desenvolvimento nacional, utilizaram conhecimento científico previamente acumulado e procuraram reduzir a dependência brasileira de tecnologias estrangeiras. Seus destinos empresariais, entretanto, seriam profundamente diferentes.
Caso Cobra: a trajetória da fabricante nacional de computadores
O Brasil não queria apenas comprar computadores.
Queria aprender a construí-los.
sexta-feira, 7 de agosto de 2026
Caso Embraer: 56 anos e a indispensável liderança de Ozires Silva
A Embraer tem feito grandes voos.
E sua história começa antes mesmo de ela existir.
A história da Embraer costuma ser contada como a história de uma empresa. Na verdade, é também a história de uma arquitetura institucional muito interessante, que merece ser estudada, e de uma liderança decisiva para que essa arquitetura se transformasse em uma das experiências industriais mais bem-sucedidas do Brasil.
Cavalo de Tróia: a due diligence que nunca ocorreu
Um protocolo de pesquisa e conhecimento prévio
pode ser a primeira muralha de qualquer organização.
A história do Cavalo de Troia atravessou mais de três mil anos como uma das maiores demonstrações de inteligência estratégica da humanidade. Narrada por Virgílio, na Eneida, e enraizada na tradição épica grega já presente em Homero, ela costuma ser lembrada como o triunfo da astúcia sobre a força.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
Sir Adrian Cadbury em defesa de regras para sustentar a confiança
Quando a confiança desaparece,
a governança deixa de ser opcional.
Sir Adrian Cadbury foi uma das personalidades mais influentes da história da governança corporativa moderna. Empresário, autor e pensador da governança, além de presidente do comitê responsável pelo célebre Cadbury Report, publicado em 1992, seu nome tornou-se quase sinônimo do nascimento dos códigos contemporâneos de governança.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Conflito de agência: Arantxa Sánchez e a confiança traída
Uma reflexão para famílias e empresas familiares
Ela foi a número 1 do mundo, conquistou por quatro vezes títulos de Grand Slam e acumulou mais de 30 milhões de dólares ao longo da carreira, entre premiações, patrocínios e outras receitas. Segundo a imprensa espanhola, foi condenada por ocultação de bens e só não teria sido presa por ter se disposto a entregar ao banco a metade de sua renda de professora.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
A aritmética da sinergia
A expressão 1 + 1 = 3 se aplica a todos os casos?
Poucas palavras exercem tanto fascínio no mundo corporativo e nos mercados financeiros quanto o termo sinergia, protagonista em grande parte das operações de fusão ou aquisição (Mergers and Acquisitions ou M&A), justificando investimentos milionários ou bilionários e sustentando projeções frequentemente promissoras de geração de valor.
domingo, 19 de julho de 2026
Globalização reinventada, não extinta – diz a OCDE
A globalização não morreu: de acordo com a Organisation for Economic Cooperation and Development, os números provam. Contrariamente ao discurso que decreta o fim da globalização, os novos dados da OCDE sobre o Trade in Value Added ou Comércio em Valor Agregado (TiVA) revelam, segundo a entidade, outra situação.
sábado, 18 de julho de 2026
O conselheiro invisível: quando a voz volta a influenciar
Como ser relevante nas reuniões do conselho de administração?
No artigo O conselheiro invisível: quando a voz deixa de influenciar, discorremos brevemente sobre a rejeição a opiniões de conselheiros nas reuniões de conselhos de administração e porque ela pode existir. Já no presente artigo, procuramos explorar potenciais táticas para que a voz que não é ouvida, ou deixou de ser ouvida seja considerada.
O conselheiro invisível: quando a voz deixa de influenciar
Como ser relevante nas reuniões do conselho de administração?
Há algum tempo, um ex-colega da Faculdade de Engenharia, que participava do comitê administrativo de uma empresa, desabafou conosco sobre uma situação que lhe causara crescente frustração: suas opiniões não eram consideradas nas reuniões do conselho. Sequer apareciam, ainda que de forma sintética e sem identificação nominal, nas atas das mencionadas reuniões.
quinta-feira, 16 de julho de 2026
Qual ordem social emerge da Carta Magna? (3/3)
República Federativa do Brasil:
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.
Além dos temas brevemente tratados nos artigos Qual ordem social emerge da Carta Magna (1/3) e Qual ordem social emerge da Carta Magna (2/3), é necessário tratar ainda dos tópicos vistos a seguir, focalizando pontos específicos para contextualização dos leitores.
quarta-feira, 15 de julho de 2026
Qual ordem social emerge da Carta Magna? (2/3)
República Federativa do Brasil:
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.
Além do tema brevemente tratado no texto Qual ordem social emerge da Carta Magna (1/3), a seguridade social, é necessário tratar daqueles a seguir comentados, focalizando pontos específicos para contextualização dos leitores.
terça-feira, 14 de julho de 2026
Qual ordem social emerge da Carta Magna? (1/3)
República Federativa do Brasil:
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.
A Constituição Federal de 1988 não organizou apenas os fundamentos, a estrutura e a defesa do Estado brasileiro, a organização dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, a tributação, o orçamento e a ordem econômica e financeira.
sábado, 11 de julho de 2026
Michael Jensen e William Meckling: O estudo que revelou o conflito de agência
O conflito e os custos de agência remetem
à boa governança corporativa.
Em 1976, o capitalismo corporativo já havia passado por uma profunda transformação. Muitas grandes empresas haviam deixado de ser simples extensões de seus fundadores e se tornado estruturas complexas, administradas por executivos profissionais, financiadas por milhares de investidores e sustentadas por uma rede cada vez maior de contratos.
quinta-feira, 9 de julho de 2026
O homem que mudou o jogo: a governança invisível das decisões
Processos formais, reportes e relatórios
não mostram, de fato, como decisões são tomadas.
Organizações perseguem resultados por meio de ritos nem sempre plenamente compreendidos. Crescimento, lucratividade, inovação, reputação e longevidade, entre outros temas, ocupam o centro das atenções de sócios, conselhos de administração e diretorias executivas. Entretanto, por detrás de qualquer indicador que aparece em relatórios ou de qualquer meta alcançada, existe um processo invisível que define o futuro das organizações: a forma como elas decidem.
domingo, 5 de julho de 2026
Caso Dolly e o risco tributário
Adiar indefinidamente o pagamento de tributos ainda é possível?
O caso Dolly é um alerta sobre governança corporativa, risco tributário, concentração de poder e continuidade empresarial. O que está em discussão não é apenas uma dívida tributária bilionária, mas a convivência de uma organização, durante anos, com passivos relevantes, até que aquilo que parecia administrável passa a ameaçar a própria sobrevivência da empresa.
Do Decreto à Lei: o teste de efetividade da governança pública brasileira
Um avanço institucional da
Administração Pública brasileira
A governança pública brasileira caminha para um novo patamar institucional. A discussão em torno do PL nº 3.995/2024, que busca estabelecer em lei a política de governança da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, não deve ser vista como mera atualização normativa. Trata-se de um movimento relevante na tentativa de transformar diretrizes de boa administração em compromisso institucional mais estável e mais legalmente robusto.
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Pode uma organização ser, de fato, uma família?
Este não é um texto sobre empresas familiares – informamos de pronto. Trata-se de uma reflexão sobre cultura, liderança, pertencimento, e sobre os limites de uma metáfora que, se usada em âmbito organizacional, exige clareza e responsabilidade.
quinta-feira, 2 de julho de 2026
Geopolítica e Inteligência Artificial: A infraestrutura invisível do século XXI
A infraestrutura invisível e
os riscos de dependência da economia digital.
Durante grande parte da história econômica, as disputas geopolíticas estiveram associadas ao controle de ativos visíveis. Territórios, recursos minerais, fontes de energia, portos, ferrovias e cadeias industriais moldaram a ascensão de nações e influenciaram estratégias empresariais ao redor do mundo.
terça-feira, 30 de junho de 2026
Lei das Estatais: 10 anos em prol da governança de empresas públicas
Nesta terça-feira, 30/6/2026, a Lei nº 13.303, de 30/6/2016, conhecida como Lei das Estatais, completa 10 anos de sua promulgação. A norma legal representou uma das mais importantes reformas de governança de empresas estatais, instituindo um novo estatuto jurídico para as empresas públicas e sociedades de economia mista e respectivas subsidiárias, estabelecendo regras sobre governança societária, governança corporativa, licitações, contratos, transparência, mecanismos de controle e critérios técnicos para a escolha de seus administradores.
sábado, 27 de junho de 2026
Caso Petrobras: economia mista, soberania energética e governança corporativa
Uma companhia estratégica entre o interesse nacional,
o mercado de capitais e a boa governança corporativa
Analisar a Petrobras apenas por lentes afetivas, ideológicas ou financeiras empobrece a compreensão de uma Companhia que ocupa posição singular na história econômica, energética e institucional do Brasil. Ademais, trata-se de uma empresa relevante demais para ser analisada somente sobre se deveria ser uma organização privada ou uma estatal pura. A dicotomia “ser privada versus ser estatal” é, necessariamente, limitada. Muito limitada, na verdade.
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Geopolítica do petróleo e do gás: soberania e segurança energéticas dão o tom
Modelos societários podem ser variados,
mas soberania e segurança energéticas são centrais.
No petróleo e no gás natural, empresas são uma das faces visíveis de uma disputa maior: a capacidade dos Estados nacionais de preservar soberania e segurança energéticas em um mundo substancialmente instável. Poucos recursos exercem influência tão profunda sobre a economia, a infraestrutura e a geopolítica mundial quanto o petróleo e o gás.
Adolf Berle e Gardiner Means: O estudo que desvendou o poder na sociedade por ações
Em 1932, os Estados Unidos ainda tentavam compreender as consequências da crise de 1929. Empresas haviam desaparecido, bancos haviam quebrado e milhões de investidores assistiam à destruição de patrimônio em uma escala sem precedentes. A crise produziu sofrimento nos EUA e em âmbito internacional, inclusive no Brasil.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
A ágora e o algoritmo: A Inteligência Artificial face à Carta Magna
Entre direitos fundamentais, transparência algorítmica e
a preservação da dignidade humana na nova praça pública digital
A escolha da palavra ágora em nosso título não é fortuita: ela evoca o coração pulsante da Grécia Antiga, o espaço público onde cidadãos se reuniam não apenas para trocar mercadorias, mas para exercitar a política, a justiça e o debate coletivo. Ao trazer esse termo para o contexto digital, sublinhamos que as redes sociais e as plataformas de inteligência artificial tornaram-se a ágora digital contemporânea, espaço no qual a democracia também se realiza, se tensiona e se reinventa. No entanto, a pergunta sem resposta definitiva é: o ambiente está sendo moldado para o debate humano ou para o controle algorítmico?
sábado, 20 de junho de 2026
Lionel Messi e o treino invisível das organizações
Governança e gestão requerem método e treino.
Kansas City, 16 de junho de 2026. Aos 38 anos de idade, Lionel Messi entrou em campo para disputar sua sexta Copa do Mundo. Para muitos atletas, apenas alcançar esse momento já representaria uma conquista extraordinária. Para Messi, contudo, a noite reservava algo ainda mais impressionante. Aquela seria uma noite memorável para o atleta e o futebol, em âmbito global.
quinta-feira, 18 de junho de 2026
A sustentabilidade efetiva não é romântica
Sustentabilidade não é uma narrativa de virtude,
mas uma disciplina de continuidade.
Poucos temas corporativos têm sido tão debatidos nas últimas décadas quanto sustentabilidade, que passou a ocupar espaço em conselhos de administração, diretorias executivas e discursos institucionais. Esse movimento trouxe avanços importantes, mas também produziu um efeito colateral: a multiplicação de narrativas que, em muitos casos, provavelmente vieram com mais celeridade do que as práticas que deveriam lhes dar efetiva sustentação.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
Indivíduo e Sociedade
por Roberto Locatelli,
sócio e editor-chefe da Editora Sucesso, bem como escritor
O que vem primeiro? O ovo ou a galinha? Esse enigma sem solução está presente quando a pergunta é: a sociedade molda o individuo ou os indivíduos moldam a sociedade?
Há muitos séculos os filósofos se debruçam sobre as relações entre o indivíduo e a sociedade.
domingo, 14 de junho de 2026
Inteligência Artificial e a crise da decisão
A IA desafia a arquitetura organizacional das decisões.
Toda nova tecnologia cria certo nível de fricção, ao menos inicialmente. A inteligência artificial, entretanto, tem criado uma fricção diferente, quando se considera a realidade das organizações: não exatamente entre pessoas e máquinas, mas entre a velocidade da adoção operacional da IA e a velocidade da governança necessária para orientá-la em prol dos negócios. Esse atrito tem revelado algo inquietante e muito importante: a IA não apenas cria desafios técnicos, mas também expõe a qualidade da governança, da liderança e da cultura decisória.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
Nell Minow, o ativismo pela governança e o acionista consciente
Imagem gerada por IA, para fim meramente ilustrativo.
Ativismo acionário não é um luxo de investidores militantes.
Nell Minow é uma das figuras mais originais e influentes da história moderna da governança corporativa. Advogada, ativista acionária, crítica de cinema, autora e empresária, Minow construiu uma trajetória marcada por uma convicção essencial: a propriedade acionária não pode ser passiva. Acionistas — especialmente os institucionais – devem atuar como agentes ativos de fiscalização, transparência e responsabilização, impedindo que executivos transformem grandes companhias em feudos privados.
quarta-feira, 10 de junho de 2026
Casos corporativos do Brasil neste milênio
Quais casos corporativos midiáticos chamam nossa atenção neste milênio?
(série 1)
No Brasil, os principais casos corporativos deste milênio revelam uma verdade incômoda: a governança corporativa, frequentemente exaltada nos relatórios, nos códigos internos e nas apresentações institucionais, é realmente testada nos momentos em que interesses econômicos, pressões por crescimento, metas agressivas, vaidades executivas e fragilidades de controle entram em choque com a prudência, a transparência e a responsabilidade.
domingo, 7 de junho de 2026
Felipe Massa na Fórmula 1: Governança pode chegar tarde?
Uma questão de governança institucional:
quem fiscaliza os fiscalizadores?
Em setembro de 2008, durante o Grande Prêmio de Singapura de Fórmula 1, ocorreu um dos episódios mais controvertidos da história recente da categoria. Naquela prova, Nelson Piquet Jr., então piloto da Renault, bateu seu carro em circunstâncias posteriormente tratadas, no âmbito disciplinar da Fédération Internationale de l'Automobile (FIA), como deliberadas e vinculadas à estratégia da equipe. O episódio provocou a entrada do safety car, alterou a dinâmica da corrida e passou a integrar um debate mais amplo sobre integridade esportiva, resposta institucional e confiança em sistemas regulados.
quinta-feira, 4 de junho de 2026
Uma reflexão sobre Robert Monks e o ativismo pela governança
Imagem gerada por IA, para fim meramente ilustrativo.
Governança corporativa com sólidas raízes na governança societária.
Robert Augustus Gardner Monks foi uma das figuras mais relevantes da história moderna da governança corporativa. Advogado, empresário, autor, investidor e ativista acionário, Monks faleceu em 29 de abril de 2025, em Cape Elizabeth, Maine, EUA, aos 91 anos. Sua trajetória ficou marcada por uma convicção essencial: empresas poderosas não podem ser administradas como feudos privados de seus executivos, mas devem estar submetidas a mecanismos reais de fiscalização, transparência e prestação de contas.
Qual ordem econômica emerge da Carta Magna?
Nem Estado máximo, nem mercado absoluto, mas coordenação em benefício da coletividade
A Constituição Federal do Brasil, em seu Título VII – Da Ordem Econômica e Financeira – estabelece nos artigos 170 a 192, exceto 171 (revogado), um conjunto de disposições relacionadas à economia do Brasil. Neste texto, brevemente focalizamos dois conjuntos de princípios e regras que integram a arquitetura de governança do nosso País: os artigos 170 e 173, sem deixar de reconhecer a importância dos demais artigos do Título VII.
terça-feira, 2 de junho de 2026
CVM recua no reporte obrigatório de sustentabilidade
Retrocesso na transparência não apenas para os investidores, mas para a sociedade.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mudou de forma impactante o rumo da agenda de sustentabilidade no mercado de capitais brasileiro. Por meio da Resolução CVM 244, publicada em 1 de junho de 2026, a autarquia alterou a Resolução CVM 193 e revogou a obrigatoriedade de divulgação do relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade pelas companhias abertas.
domingo, 31 de maio de 2026
Os limites da automação: o que deve permanecer humano?
A verdadeira maturidade institucional não está em automatizar tudo o que for possível, mas em compreender o que deve permanecer humano.
A história da humanidade é também a história das ferramentas criadas para ampliar capacidades humanas. Da roda às máquinas industriais, dos computadores aos sistemas de inteligência artificial, cada grande salto tecnológico prometeu reduzir esforço, aumentar produtividade e expandir resultados. A inteligência artificial, porém, representa um salto qualitativo que vai além de tarefas físicas ou mecânicas e avança sobre atividades tradicionalmente associadas ao raciocínio, à linguagem, à análise e à tomada de decisões.
sexta-feira, 29 de maio de 2026
Sistema de incentivos: um dos desafios centrais de governança
Incentivos podem estimular condutas contrárias e deletérias à própria organização. Esta é a tese central destas breves linhas.
Organizações assessoradas pelos melhores escritórios, auditorias, instituições financeiras e consultorias têm colapsado no Brasil e no mundo, não raramente porque construíram, toleraram ou deixaram amadurecer sistemas internos de incentivos capazes de premiar justamente os comportamentos que ameaçavam sua própria sobrevivência.
domingo, 24 de maio de 2026
Não traga problemas, traga soluções. Até que ponto?
O breve parágrafo “não traga problemas, traga soluções”, à primeira vista, parece maduro, objetivo e orientado à ação. Sugere responsabilidade, iniciativa, colaboração e disposição para não permanecer apenas na reclamação. Em tese, a ideia é positiva, mas na prática, talvez não.
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Indicação: Governance, livro de Mark Bevir
O livro Governance: A Very Short Introduction (2012), de Mark Bevir, é uma porta de entrada para aqueles que desejam compreender a governança em múltiplos significados. Ao invés de tratar o termo apenas como sinônimo de boas práticas empresariais, compliance ou gestão pública eficiente, Bevir apresenta o conceito como um fenômeno mais amplo e coerente com um conjunto de formas de coordenação social, padrões de direção, relações institucionais e processos decisórios que envolvem governos, organizações privadas, entidades não estatais, mercados, redes e sociedade civil.
quarta-feira, 20 de maio de 2026
Michael Jackson e a arquitetura da permanência
Imagem gerada por IA, para fim meramente ilustrativo.
O que o fenômeno Michael Jackson pode nos ensinar sobre governança e gestão?
O fenômeno Michael Jackson é um dos casos mais impressionantes da cultura pop contemporânea. Ultrapassa a música, a dança, o entretenimento e mesmo algumas das teorias tradicionais sobre sucesso. O professor Malcolm Gladwell ajuda a explicar parte do fenômeno: talento, prática e oportunidade. Estudos da Harvard Business School ajudam a compreender dimensões ligadas à negociação, propriedade intelectual, ativos intangíveis e legado econômico.
domingo, 17 de maio de 2026
Caso Elon Musk versus OpenAI: nova fronteira de governança?
A disputa entre Elon Musk e a OpenAI não é apenas um conflito entre empreendedores da tecnologia. Trata-se de um debate sobre missão institucional, estruturas organizacionais híbridas e os limites jurídicos de mudança de missão em ambientes dominados por capital, inovação e poder econômico.
quarta-feira, 13 de maio de 2026
Do 13 de Maio à Carta Magna: trabalho, dignidade humana e governança ética
A Constituição Federal de 1988 não trata o trabalho apenas como relação econômica. Ela o reconhece como fundamento da República, direito social e um dos mais relevantes eixos da ordem econômica. Empresas bem governadas não devem visualizar direitos trabalhistas apenas como custos, passivos ou obrigações formais, mas como parte essencial da governança ética, da sustentabilidade empresarial e da legitimidade da organização perante trabalhadores, mercado, Estado e a sociedade.
terça-feira, 12 de maio de 2026
Caso Conglomerado Banco Master: Publicações e visões relevantes
A Revista RI - Relações com Investidores publicou recentemente dois artigos importantes, que trazem insights analíticos sobre o caso Conglomerado Master:
Revista Plurale e Sônia Araripe na "Voz do Investidor"
Sugerimos aos nossos leitores assistir à entrevista com Sônia Araripe, Editora-chefe da Revista Plurale, no canal A Voz do Investidor, mantido pela ABRADIN - Associação Brasileira de Investidores no YouTube. Do podcast, participaram também Luiz Guilherme Dias e Aurélio Valporto, conselheiro e presidente da Associação, respectivamente. Foram tratados temas como:
sábado, 9 de maio de 2026
Postura de resiliência ou cultura de tolerância ao caos?
A resiliência é uma das qualidades mais admiráveis dos seres humanos e das organizações por eles conduzidas e operadas. Pessoas e organizações resilientes conseguem enfrentar perdas, crises, injustiças, doenças, fracassos e pressões sem desistirem da própria caminhada. Elas não são frias ou blindadas, mas aprendem a suportar impactos sem perder completamente a capacidade de seguir em frente, com boas realizações e evoluindo em vários planos.
Geopolítica corporativa: Ferramentas de análise
A geopolítica deixou de ser um tema restrito a governos e diplomatas. Hoje, ela impacta diretamente empresas, cadeias produtivas, custos, contratos e decisões estratégicas. Ignorar esse movimento é, na prática, aceitar uma operação sob riscos não compreendidos, não mensurados e, muitas vezes, sequer monitorados.
Decisão liminar do STF sobre a taxa que abastece a CVM
O Supremo Tribunal Federal, ao analisar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.791, proferiu decisão liminar relevante sobre a Taxa de Fiscalização dos Mercados de Títulos e Valores Mobiliários (TFMTVM), tributo diretamente relacionado à atuação fiscalizatória da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
segunda-feira, 4 de maio de 2026
CVM Educacional no YouTube
O canal CVM Educacional cumpre um papel institucional muito importante para a sociedade: traduzir o mercado financeiro para a linguagem do cidadão comum sem perder a profundidade técnica. Vinculado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o canal não se limita a informar: ele educa. Seus conteúdos abordam desde conceitos básicos de investimento até temas mais sofisticados, como governança corporativa, comportamento do investidor e riscos de mercado, sempre com o cuidado de formar consciência crítica, e não apenas transmitir conhecimento.
Mindset de dono: em que bases?
A expressão mindset de dono e outras com o mesmo sentido ganharam certa importância em treinamentos, reuniões, processos seletivos, conversas de liderança e discursos sobre cultura organizacional, quase sempre cercadas de prestígio moral. Elas sugerem responsabilidade, comprometimento, visão de longo prazo, zelo pelos recursos da empresa e disposição para fazer mais do que o estritamente exigido. Em tese, a ideia parece elevada.
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