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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Amartya Sen e o desenvolvimento como liberdade


Desenvolvimento não é apenas aumentar a riqueza, 
é ampliar as possibilidades de vida

Amartya Sen acrescentou ao pensamento sobre desenvolvimento econômico uma pergunta fundamental: de que vale uma sociedade tornar-se economicamente mais rica se as pessoas não ampliarem suas possibilidades reais de escolher e construir a vida que valorizam? Sua contribuição ajudou a deslocar parte do debate para além da renda, da produção e do crescimento econômico, incorporando de maneira decisiva liberdade, capacidades humanas e condições concretas de vida.

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

John Elkington e as três dimensões do valor sustentável


Uma empresa pode prosperar 
se o mundo ao seu redor não prosperar?

John Elkington acrescentou ao pensamento sobre sustentabilidade uma pergunta especialmente importante para as organizações: pode uma empresa ser considerada bem-sucedida quando seus resultados econômicos convivem com destruição relevante de valor social ou ambiental? Sua contribuição ajudou a levar para o universo empresarial uma discussão que ganhava força na sociedade: resultados econômicos são indispensáveis, mas não constituem a única dimensão pela qual os efeitos de uma organização podem ser compreendidos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Gro Harlem Brundtland e a responsabilidade entre gerações

Representação simbólica, inspirada no Relatório Our Common Future.

Desenvolver o presente, 
sem comprometer as possibilidades do futuro.

Gro Harlem Brundtland ajudou a colocar no centro do debate mundial uma pergunta que atravessa gerações: como atender às necessidades das pessoas que vivem hoje sem comprometer a capacidade daqueles que viverão amanhã de atender às suas próprias necessidades? A questão parece simples de ser compreendida, mas contém um dos maiores desafios da governança em todos os recortes possíveis: decisões presentes podem produzir consequências que permanecerão muito depois daqueles que as tomaram.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Donella Meadows e a sustentabilidade como sistema


Quando enxergamos apenas as partes, 
podemos deixar de compreender o problema.

Donella Meadows agregou ao pensamento sobre sustentabilidade uma pergunta poderosa: o que acontece quando decisões aparentemente separadas fazem parte de um mesmo sistema? População, produção, consumo, recursos naturais, poluição, tecnologia e qualidade de vida podem ser analisados isoladamente. Contudo, Meadows ajudou a mostrar que compreender suas conexões, retroalimentações e limites pode ser tão importante quanto observar cada elemento separadamente.

sábado, 19 de setembro de 2026

Caso Braskem: Expansão petroquímica, desastre de Maceió e desafios de governança


Quando os riscos invisíveis chegam ao balanço

Poucas empresas brasileiras reúnem tantos elementos para um estudo de governança corporativa e sustentabilidade quanto a Braskem. Em 2026, a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas permanece operacionalmente relevante, mas enfrenta, ao mesmo tempo, elevado endividamento, passivos socioambientais, pressão de credores, processos judiciais e uma profunda reorganização financeira e societária.

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Rachel Carson e a governança das consequências invisíveis


Consequências de algumas decisões, por vezes, 
aparecem quando já é tarde demais

Rachel Louise Carson não foi uma teórica da governança corporativa, mas seu legado remete aos primórdios do princípio da sustentabilidade, um dos princípios de governança. Bióloga marinha, escritora e cientista norte-americana, ela construiu parte importante de sua carreira no serviço público federal dos Estados Unidos e tornou-se conhecida inicialmente por seus livros sobre os oceanos, como o premiado The Sea Around Us, publicado em 1951. Cerca de 11 anos após, em 1962, com a publicação de Silent Spring, seu nome entraria definitivamente na história.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

A sustentabilidade efetiva não é romântica

 

Sustentabilidade não é uma narrativa de virtude, 
mas uma disciplina de continuidade.

Poucos temas corporativos têm sido tão debatidos nas últimas décadas quanto sustentabilidade, que passou a ocupar espaço em conselhos de administração, diretorias executivas e discursos institucionais. Esse movimento trouxe avanços importantes, mas também produziu um efeito colateral: a multiplicação de narrativas que, em muitos casos, provavelmente vieram com mais celeridade do que as práticas que deveriam lhes dar efetiva sustentação.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Qual ordem econômica emerge da Carta Magna?


Nem Estado máximo, nem mercado absoluto, mas coordenação em benefício da coletividade

A Constituição Federal do Brasil, em seu Título VII – Da Ordem Econômica e Financeira – estabelece nos artigos 170 a 192, exceto 171 (revogado), um conjunto de disposições relacionadas à economia do Brasil.  Neste texto, brevemente focalizamos dois conjuntos de princípios e regras que integram a arquitetura de governança do nosso País: os artigos 170 e 173, sem deixar de reconhecer a importância dos demais artigos do Título VII. 

terça-feira, 2 de junho de 2026

CVM recua no reporte obrigatório de sustentabilidade


Retrocesso na transparência não apenas para os investidores, mas para a sociedade.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mudou de forma impactante o rumo da agenda de sustentabilidade no mercado de capitais brasileiro. Por meio da Resolução CVM 244, publicada em 1 de junho de 2026, a autarquia alterou a Resolução CVM 193 e revogou a obrigatoriedade de divulgação do relatório de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade pelas companhias abertas.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Revista Plurale e Sônia Araripe na "Voz do Investidor"


Sugerimos aos nossos leitores assistir à entrevista com Sônia Araripe, Editora-chefe da Revista Plurale, no canal A Voz do Investidor, mantido pela ABRADIN - Associação Brasileira de Investidores no YouTube. Do podcast, participaram também Luiz Guilherme Dias e Aurélio Valporto, conselheiro e presidente da Associação, respectivamente. Foram tratados temas como:

domingo, 1 de fevereiro de 2026

ESG: É o fim?


Em tempos de grandes mudanças geopolíticas e urgências sucessivas, declarar o “fim do ESG” pode parecer simplificação de agenda. Mas será a agenda realmente aliviada e simplificada? Será que os conceitos de governança, sustentabilidade e riscos desaparecem porque um discurso muda?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

2025 e a governança das grandes empresas no Brasil


O ano de 2025 pode ser qualificado como complexo de ser entendido, quando se considera o tema governança corporativa em nosso País. Contendas societárias à parte, quatro eventos, em especial, são aqui destacados, buscando refletir sobre a governança das grandes empresas no Brasil:

sábado, 27 de dezembro de 2025

2025 e a rede policêntrica de poderes


O ano de 2025, fechando 25% deste século XXI, encerra-se legando ao futuro um desenho mundial marcado por uma rede policêntrica de poderes, formada por centros de diferentes funções, tamanhos e capacidades. Trata-se de uma arquitetura dinâmica, caracterizada por assimetria, interdependência, mútuas influências e instabilidade.

sexta-feira, 14 de março de 2025

Sustentabilidade

Retrospectiva


Àqueles que se interessam pelo tema sustentabilidade, sugerimos a leitura dos  textos abaixo. Adiante, apresentamos considerações sobre o tema.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

Indicação: Entrevista sobre a prevenção de catástrofes climáticas


É preciso fazer gestão de riscos.

No texto Gestão de riscos em foco: a prevenção de catástrofes climáticas, publicado no portal Acionista, Sérgio Akira Sato, especialista em gestão de riscos entrevistado por Cida Hess e Mônica Brandão, trata da prevenção de catástrofes climáticas. Recomendando sua leitura, destacamos aqui três pontos que nos chamam a atenção.

domingo, 29 de setembro de 2024

Desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, TBL e ESG


Queremos que o mundo melhore?

Frequentemente, se vê confusão sobre o que significam expressões e palavras como desenvolvimento sustentável, sustentabilidade, Triple Bottom Line (TBL) e Environmental, Social and Governance (ESG). O que elas significam?

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Pressões externas: cruciais para que haja mudanças


Queremos que o mundo melhore?

Para que o título deste artigo possa ser melhor entendido, primeiramente, cumpre apresentar brevemente os conceitos de ambiente externo e externalidade. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2024

Questões importantes de governança corporativa


Queremos que as organizações melhorem?

Governança corporativa é um assunto em evolução, desde que eclodiu nos anos oitenta, com o caso Texaco, na Califórnia, EUA; dali, foi disseminado pelo Planeta. Sobre tal eclosão, sugerimos a leitura do nosso post denominado Caso Texaco: a emergência do movimento pela governança corporativa. 

quinta-feira, 18 de julho de 2024

A imprescindível e estratégica gestão de riscos ambientais


Queremos correr menos riscos ambientais?

O Brasil, com vasta extensão territorial e diversidade de ecossistemas, enfrenta desafios relacionados a desastres ambientais, como inundações, deslizamentos de terra, secas e queimadas. Esses eventos têm ocorrido em seu território continental e, aliás, bem antes de se pensar em mudanças climáticas como tema estratégico para os países e suas organizações.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

Novo marco legal para a adaptação climática no Brasil

Em um passo importante para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 14.904, de 27/6/2024. Publicada no Diário Oficial da União na sexta-feira (28), a nova Lei estabelece diretrizes para a elaboração de planos de adaptação à mudança do clima, com o objetivo de reduzir a vulnerabilidade e a exposição a riscos dos sistemas ambiental, social, econômico e de infraestrutura diante dos efeitos adversos atuais e esperados da mudança do clima.