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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

O pensamento sistêmico e a visão do todo


Problemas complexos raramente têm causas isoladas.

Iniciemos com um problema empresarial que parece simples. Uma empresa começa a apresentar atrasos na entrega de produtos, erros e queda de produtividade. A conclusão parece evidente: faltam pessoas, todos estão sobrecarregados. A solução também parece simples: contratar. Mas talvez o problema mais profundo esteja menos na quantidade de profissionais do que no sistema em que eles trabalham.

domingo, 6 de setembro de 2026

A Constituição que podemos aperfeiçoar


Um dia 7 de setembro para refletirmos 
sobre as instituições do Brasil

O dia 7 de setembro costuma nos convidar a olhar para trás. Voltamos a 1822, à Independência do nosso País e ao longo caminho percorrido pelo Brasil para construir sua soberania, suas instituições e sua identidade como nação. Mas talvez a melhor homenagem que possamos prestar à nossa história, sem nos perder do que fomos, seja também olhar para a frente. Países não ficam prontos, são construções permanentes. A independência de uma nação também se revela em sua capacidade de aperfeiçoar as próprias instituições.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A Constituição que escolheu os cidadãos


A Carta Magna como instrumento de governança do Brasil 

Qual ordem socioeconômica combinada emerge da Constituição Federal de 1988, quando se consideram aspectos econômicos, sociais e ambientais? Em função de sugestões de leitores dos artigos Qual ordem econômica emerge da Carta Magna?Qual ordem social emerge da Carta Magna? (1/3)Qual ordem social emerge da Carta Magna? (2/3) e Qual ordem social emerge da Carta Magna? (3/3), procuramos aqui fazer uma breve, mas substanciosa síntese desses textos, com alguns de seus elementos.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Febraban Tech 2026 e a visão dos bancos


O que a Carta Magna espera do Ecossistema Financeiro?

Na abertura do Febraban Tech 2026, o maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro da América Latina, realizado de 24 a 26 de agosto, em São Paulo, com o tema Agentes inteligentes, liderança humana, presidentes de grandes bancos do País se reuniram no primeiro dia do evento, no Auditório Febraban. O jornal O Globo sintetizou o espírito do painel, em matéria do dia 26 de agosto, denominada O que pensam os CEOs dos bancos brasileiros sobre ajuste fiscal, juros e produtividade.

sábado, 29 de agosto de 2026

O pensamento metafórico e a metáfora como ferramenta de governança


Governança corporativa pode parecer, à primeira vista, um território dominado por números, indicadores, relatórios, auditorias, matrizes de risco, demonstrações financeiras e complexos modelos de projeção do futuro. Conselheiros recebem toneladas de informações e precisam transformar esse material em decisões capazes de diagnosticar o presente, antecipar riscos e construir o futuro da organização. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Cavalo de Tróia: a due diligence que nunca ocorreu


Um protocolo de pesquisa e conhecimento prévio 
pode ser a primeira muralha de qualquer organização.

A história do Cavalo de Troia atravessou mais de três mil anos como uma das maiores demonstrações de inteligência estratégica da humanidade. Narrada por Virgílio, na Eneida, e enraizada na tradição épica grega já presente em Homero, ela costuma ser lembrada como o triunfo da astúcia sobre a força.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Conflito de agência: Arantxa Sánchez e a confiança traída


Uma reflexão para famílias e empresas familiares

Ela foi a número 1 do mundo, conquistou por quatro vezes títulos de Grand Slam e acumulou mais de 30 milhões de dólares ao longo da carreira, entre premiações, patrocínios e outras receitas. Segundo a imprensa espanhola, foi condenada por ocultação de bens e só não teria sido presa por ter se disposto a entregar ao banco a metade de sua renda de professora. 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

A aritmética da sinergia


A expressão 1 + 1 = 3 se aplica a todos os casos?

Poucas palavras exercem tanto fascínio no mundo corporativo e nos mercados financeiros quanto o termo sinergia, protagonista em grande parte das operações de fusão ou aquisição (Mergers and Acquisitions ou M&A), justificando investimentos milionários ou bilionários e sustentando projeções frequentemente promissoras de geração de valor. 

sábado, 18 de julho de 2026

O conselheiro invisível: quando a voz volta a influenciar


Como ser relevante nas reuniões do conselho de administração?

No artigo O conselheiro invisível: quando a voz deixa de influenciar, discorremos brevemente sobre a rejeição a opiniões de conselheiros nas reuniões de conselhos de administração e porque ela pode existir. Já no presente artigo, procuramos explorar potenciais táticas para que a voz que não é ouvida, ou deixou de ser ouvida seja considerada.

O conselheiro invisível: quando a voz deixa de influenciar


Como ser relevante nas reuniões do conselho de administração?

Há algum tempo, um ex-colega da Faculdade de Engenharia, que participava do comitê administrativo de uma empresa, desabafou conosco sobre uma situação que lhe causara crescente frustração: suas opiniões não eram consideradas nas reuniões do conselho. Sequer apareciam, ainda que de forma sintética e sem identificação nominal, nas atas das mencionadas reuniões. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (3/3)

 

República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

Além dos temas brevemente tratados nos artigos Qual ordem social emerge da Carta Magna (1/3) e Qual ordem social emerge da Carta Magna (2/3), é necessário tratar ainda dos tópicos vistos a seguir, focalizando pontos específicos para contextualização dos leitores.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (2/3)

 

República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

Além do tema brevemente tratado no texto Qual ordem social emerge da Carta Magna (1/3), a seguridade social, é necessário tratar daqueles a seguir comentados, focalizando pontos específicos para contextualização dos leitores.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (1/3)


República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

A Constituição Federal de 1988 não organizou apenas os fundamentos, a estrutura e a defesa do Estado brasileiro, a organização dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, a tributação, o orçamento e a ordem econômica e financeira. 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O homem que mudou o jogo: a governança invisível das decisões


Processos formais, reportes e relatórios
não mostram, de fato, como decisões são tomadas. 

Organizações perseguem resultados por meio de ritos nem sempre plenamente compreendidos. Crescimento, lucratividade, inovação, reputação e longevidade, entre outros temas, ocupam o centro das atenções de sócios, conselhos de administração e diretorias executivas. Entretanto, por detrás de qualquer indicador que aparece em relatórios ou de qualquer meta alcançada, existe um processo invisível que define o futuro das organizações: a forma como elas decidem.

domingo, 5 de julho de 2026

Do Decreto à Lei: o teste de efetividade da governança pública brasileira


Um avanço institucional da 
Administração Pública brasileira

A governança pública brasileira caminha para um novo patamar institucional. A discussão em torno do PL nº 3.995/2024, que busca estabelecer em lei a política de governança da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, não deve ser vista como mera atualização normativa. Trata-se de um movimento relevante na tentativa de transformar diretrizes de boa administração em compromisso institucional mais estável e mais legalmente robusto.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Pode uma organização ser, de fato, uma família?


Este não é um texto sobre empresas familiares – informamos de pronto. Trata-se de uma reflexão sobre cultura,  liderança, pertencimento, e sobre os limites de uma metáfora que, se usada em âmbito organizacional, exige clareza e responsabilidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Geopolítica e Inteligência Artificial: A infraestrutura invisível do século XXI


A infraestrutura invisível e 
os riscos de dependência da economia digital.

Durante grande parte da história econômica, as disputas geopolíticas estiveram associadas ao controle de ativos visíveis. Territórios, recursos minerais, fontes de energia, portos, ferrovias e cadeias industriais moldaram a ascensão de nações e influenciaram estratégias empresariais ao redor do mundo.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Geopolítica do petróleo e do gás: soberania e segurança energéticas dão o tom


Modelos societários podem ser variados,
mas soberania e segurança energéticas são centrais.

No petróleo e no gás natural, empresas são uma das faces visíveis de uma disputa maior: a capacidade dos Estados nacionais de preservar soberania e segurança energéticas em um mundo substancialmente instável. Poucos recursos exercem influência tão profunda sobre a economia, a infraestrutura e a geopolítica mundial quanto o petróleo e o gás. 

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A ágora e o algoritmo: A Inteligência Artificial face à Carta Magna

Entre direitos fundamentais, transparência algorítmica e 
a preservação da dignidade humana na nova praça pública digital

A escolha da palavra ágora em nosso título não é fortuita: ela evoca o coração pulsante da Grécia Antiga, o espaço público onde cidadãos se reuniam não apenas para trocar mercadorias, mas para exercitar a política, a justiça e o debate coletivo. Ao trazer esse termo para o contexto digital, sublinhamos que as redes sociais e as plataformas de inteligência artificial tornaram-se a ágora digital contemporânea, espaço no qual a democracia também se realiza, se tensiona e se reinventa. No entanto, a pergunta sem resposta definitiva é: o ambiente está sendo moldado para o debate humano ou para o controle algorítmico?

sábado, 20 de junho de 2026

Lionel Messi e o treino invisível das organizações


Governança e gestão requerem método e treino.

Kansas City, 16 de junho de 2026. Aos 38 anos de idade, Lionel Messi entrou em campo para disputar sua sexta Copa do Mundo. Para muitos atletas, apenas alcançar esse momento já representaria uma conquista extraordinária. Para Messi, contudo, a noite reservava algo ainda mais impressionante. Aquela seria uma noite memorável para o atleta e o futebol, em âmbito global.