sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Ira Millstein e a governança na mesa do conselho


Quando o conselho deixa de assistir e passa a governar.

Ira Millstein ocupa um lugar muito particular na história da governança corporativa. Enquanto alguns de seus grandes pensadores procuraram explicar teoricamente os conflitos existentes dentro de empresas e outros ajudaram a formular códigos e princípios de boas práticas, Millstein dedicou grande parte de sua trajetória a uma questão essencialmente prática: o que um conselho de administração precisa fazer para realmente governar? 

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Bob Tricker e o nascimento intelectual da governança corporativa


Antes de a governança corporativa se tornar código,
ela precisou se tornar objeto de estudo.

Robert Ian “Bob” Tricker ocupa uma posição singular na história da governança corporativa. Antes de o tema ganhar a projeção mundial que alcançaria nas décadas seguintes e antes de relatórios como o Cadbury Report difundirem internacionalmente as boas práticas de governança, Tricker já investigava, de maneira sistemática, o funcionamento dos conselhos de administração, os mecanismos de controle das organizações e, sobretudo, uma questão essencial: quem governa aqueles que administram?

terça-feira, 18 de agosto de 2026

IA em 2026: entre produtividade e dependência

 

A inteligência artificial generativa está ampliando rapidamente seu espaço na vida cotidiana, mas a transformação mais relevante não está apenas no número de pessoas que utilizam essas ferramentas. Em artigo publicado pela Harvard Business Review, Marc Zao-Sanders analisou como a IA vem sendo efetivamente utilizada em 2026, apontando uma mudança mais profunda: sistemas concebidos inicialmente como instrumentos de produtividade começam também a participar de atividades tradicionalmente associadas ao pensamento, à decisão e até às relações emocionais humanas.

domingo, 16 de agosto de 2026

Presidente da AMEC elenca questões relevantes para os mercados de capitais e de crédito


Em entrevista concedida à Revista RI – Relações com Investidores, Fábio Coelho, presidente executivo da Associação de Investidores no Mercado de Capitais – AMEC, percorreu alguns dos principais desafios atualmente enfrentados pelos mercados de capitais e de crédito no Brasil. Entre questões regulatórias, mudanças na estrutura societária das companhias, crescimento do crédito privado e transformação tecnológica dos mercados, quatro pontos de sua análise merecem atenção especial.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Casos Embraer e Cobra: dois projetos, dois destinos


O Brasil decidiu construir aviões e computadores.
Duas experiências, dois caminhos.

No intervalo de apenas cinco anos, o Brasil criou duas empresas destinadas a enfrentar desafios tecnológicos extraordinariamente ambiciosos para um país em desenvolvimento. Em 1969, nasceu a Embraer. Em 1974, a Cobra – Computadores e Sistemas Brasileiros S.A. Uma produziria aeronaves; a outra, computadores. Ambas surgiram de projetos de desenvolvimento nacional, utilizaram conhecimento científico previamente acumulado e procuraram reduzir a dependência brasileira de tecnologias estrangeiras. Seus destinos empresariais, entretanto, seriam profundamente diferentes.

Caso Cobra: a trajetória da fabricante nacional de computadores


O Brasil não queria apenas comprar computadores. 
Queria aprender a construí-los.

A história da Cobra por vezes é lembrada como um capítulo distante da informática brasileira. Na verdade, ela representa algo muito maior: uma das mais ambiciosas tentativas do Brasil de transformar conhecimento científico e tecnológico em capacidade industrial própria, em um setor que começava a adquirir extraordinária importância econômica, militar e estratégica.