sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Caso Embraer: 56 anos e a indispensável liderança de Ozires Silva


A Embraer começou antes mesmo de existir.

A história da Embraer costuma ser contada como a história de uma empresa. Na verdade, é também a história de uma arquitetura institucional muito interessante, que merece ser estudada, e de uma liderança decisiva para que essa arquitetura se transformasse em uma das experiências industriais mais bem-sucedidas do Brasil.

Cavalo de Tróia: a due diligence que nunca ocorreu


A história do Cavalo de Troia atravessou mais de três mil anos como uma das maiores demonstrações de inteligência estratégica da humanidade. Narrada por Virgílio, na Eneida, e enraizada na tradição épica grega já presente em Homero, ela costuma ser lembrada como o triunfo da astúcia sobre a força.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Sir Adrian Cadbury em defesa de regras para sustentar a confiança


Quando a confiança desaparece, 
a governança deixa de ser opcional.

Sir Adrian Cadbury foi uma das personalidades mais influentes da história da governança corporativa moderna. Empresário, autor e pensador da governança, além de presidente do comitê responsável pelo célebre Cadbury Report, publicado em 1992, seu nome tornou-se quase sinônimo do nascimento dos códigos contemporâneos de governança.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Conflito de agência: Arantxa Sánchez e a confiança traída


Uma reflexão para famílias e empresas familiares

Ela foi a número 1 do mundo, conquistou por quatro vezes títulos de Grand Slam e acumulou mais de 30 milhões de dólares ao longo da carreira, entre premiações, patrocínios e outras receitas. Segundo a imprensa espanhola, foi condenada por ocultação de bens e só não teria sido presa por ter se disposto a entregar ao banco a metade de sua renda de professora. 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

A aritmética da sinergia


A expressão 1 + 1 = 3 se aplica a todos os casos?

Poucas palavras exercem tanto fascínio no mundo corporativo e nos mercados financeiros quanto o termo sinergia, protagonista em grande parte das operações de fusão ou aquisição (Mergers and Acquisitions ou M&A), justificando investimentos milionários ou bilionários e sustentando projeções frequentemente promissoras de geração de valor. 

domingo, 19 de julho de 2026

Globalização reinventada, não extinta – diz a OCDE


A globalização não morreu: de acordo com a Organisation for Economic Cooperation and Development, os números provam. Contrariamente ao discurso que decreta o fim da globalização, os novos dados da OCDE sobre o Trade in Value Added ou Comércio em Valor Agregado (TiVA) revelam, segundo a entidade, outra situação.

sábado, 18 de julho de 2026

O conselheiro invisível: quando a voz volta a influenciar


Como ser relevante nas reuniões do conselho de administração?

No artigo O conselheiro invisível: quando a voz deixa de influenciar, discorremos brevemente sobre a rejeição a opiniões de conselheiros nas reuniões de conselhos de administração e porque ela pode existir. Já no presente artigo, procuramos explorar potenciais táticas para que a voz que não é ouvida, ou deixou de ser ouvida seja considerada.

O conselheiro invisível: quando a voz deixa de influenciar


Como ser relevante nas reuniões do conselho de administração?

Há algum tempo, um ex-colega da Faculdade de Engenharia, que participava do comitê administrativo de uma empresa, desabafou conosco sobre uma situação que lhe causara crescente frustração: suas opiniões não eram consideradas nas reuniões do conselho. Sequer apareciam, ainda que de forma sintética e sem identificação nominal, nas atas das mencionadas reuniões. 

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (3/3)

 

República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

Além dos temas brevemente tratados nos artigos Qual ordem social emerge da Carta Magna (1/3) e Qual ordem social emerge da Carta Magna (2/3), é necessário tratar ainda dos tópicos vistos a seguir, focalizando pontos específicos para contextualização dos leitores.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (2/3)

 

República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

Além do tema brevemente tratado no texto Qual ordem social emerge da Carta Magna (1/3), a seguridade social, é necessário tratar daqueles a seguir comentados, focalizando pontos específicos para contextualização dos leitores.

terça-feira, 14 de julho de 2026

Qual ordem social emerge da Carta Magna? (1/3)


República Federativa do Brasil: 
proteção social dos cidadãos prevista na Carta Magna.

A Constituição Federal de 1988 não organizou apenas os fundamentos, a estrutura e a defesa do Estado brasileiro, a organização dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, a tributação, o orçamento e a ordem econômica e financeira. 

sábado, 11 de julho de 2026

Michael Jensen e William Meckling: O estudo que revelou o conflito de agência


O conflito e os custos de agência remetem
à boa governança corporativa.

Em 1976, o capitalismo corporativo já havia passado por uma profunda transformação. Muitas grandes empresas haviam deixado de ser simples extensões de seus fundadores e se tornado estruturas complexas, administradas por executivos profissionais, financiadas por milhares de investidores e sustentadas por uma rede cada vez maior de contratos.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

O homem que mudou o jogo: a governança invisível das decisões


Processos formais, reportes e relatórios
não mostram, de fato, como decisões são tomadas. 

Organizações perseguem resultados por meio de ritos nem sempre plenamente compreendidos. Crescimento, lucratividade, inovação, reputação e longevidade, entre outros temas, ocupam o centro das atenções de sócios, conselhos de administração e diretorias executivas. Entretanto, por detrás de qualquer indicador que aparece em relatórios ou de qualquer meta alcançada, existe um processo invisível que define o futuro das organizações: a forma como elas decidem.

domingo, 5 de julho de 2026

Caso Dolly e o risco tributário

 

Adiar indefinidamente o pagamento de tributos ainda é possível?

O caso Dolly é um alerta sobre governança corporativa, risco tributário, concentração de poder e continuidade empresarial. O que está em discussão não é apenas uma dívida tributária bilionária, mas a convivência de uma organização, durante anos, com passivos relevantes, até que aquilo que parecia administrável passa a ameaçar a própria sobrevivência da empresa.

Do Decreto à Lei: o teste de efetividade da governança pública brasileira


Um avanço institucional da 
Administração Pública brasileira

A governança pública brasileira caminha para um novo patamar institucional. A discussão em torno do PL nº 3.995/2024, que busca estabelecer em lei a política de governança da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, não deve ser vista como mera atualização normativa. Trata-se de um movimento relevante na tentativa de transformar diretrizes de boa administração em compromisso institucional mais estável e mais legalmente robusto.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Pode uma organização ser, de fato, uma família?


Este não é um texto sobre empresas familiares – informamos de pronto. Trata-se de uma reflexão sobre cultura,  liderança, pertencimento, e sobre os limites de uma metáfora que, se usada em âmbito organizacional, exige clareza e responsabilidade.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Geopolítica e Inteligência Artificial: A infraestrutura invisível do século XXI


A infraestrutura invisível e 
os riscos de dependência da economia digital.

Durante grande parte da história econômica, as disputas geopolíticas estiveram associadas ao controle de ativos visíveis. Territórios, recursos minerais, fontes de energia, portos, ferrovias e cadeias industriais moldaram a ascensão de nações e influenciaram estratégias empresariais ao redor do mundo.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Lei das Estatais: 10 anos em prol da governança de empresas públicas


Nesta terça-feira, 30/6/2026, a Lei nº 13.303, de 30/6/2016, conhecida como Lei das Estatais, completa 10 anos de sua promulgação. A norma legal representou uma das mais importantes reformas de governança de empresas estatais, instituindo um novo estatuto jurídico para as empresas públicas e sociedades de economia mista e respectivas subsidiárias, estabelecendo regras sobre governança societária, governança corporativa, licitações, contratos, transparência, mecanismos de controle e critérios técnicos para a escolha de seus administradores.

sábado, 27 de junho de 2026

Caso Petrobras: economia mista, soberania energética e governança corporativa


Uma companhia estratégica entre o interesse nacional, 
o mercado de capitais e a boa governança corporativa

Analisar a Petrobras apenas por lentes afetivas, ideológicas ou financeiras empobrece a compreensão de uma Companhia que ocupa posição singular na história econômica, energética e institucional do Brasil. Ademais, trata-se de uma empresa relevante demais para ser analisada somente sobre se deveria ser uma organização privada ou uma estatal pura. A dicotomia “ser privada versus ser estatal” é, necessariamente, limitada. Muito limitada, na verdade.

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Geopolítica do petróleo e do gás: soberania e segurança energéticas dão o tom


Modelos societários podem ser variados,
mas soberania e segurança energéticas são centrais.

No petróleo e no gás natural, empresas são uma das faces visíveis de uma disputa maior: a capacidade dos Estados nacionais de preservar soberania e segurança energéticas em um mundo substancialmente instável. Poucos recursos exercem influência tão profunda sobre a economia, a infraestrutura e a geopolítica mundial quanto o petróleo e o gás.