quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Banco Central prevê rastreabilidade de decisões: reflexão para empresas


O Banco Central publicou, em maio de 2026, seu Plano de Integridade para 2026 e 2027, que prevê a elaboração de uma política de governança dos processos decisórios, incluindo registro, documentação e rastreabilidade das decisões. O documento também contempla medidas de prevenção a conflitos de interesse na atuação de servidores. A iniciativa oferece uma referência para empresas interessadas em fortalecer a transparência e a qualidade de suas decisões.

Elinor Ostrom e a governança dos recursos compartilhados


Nem todo problema coletivo precisa 
de uma solução imposta de cima para baixo.

Elinor Ostrom acrescentou ao pensamento sobre governança uma pergunta desafiadora: pessoas ou grupos que compartilham determinado recurso conseguem criar regras para administrá-lo coletivamente?

terça-feira, 29 de setembro de 2026

R. Edward Freeman e a empresa como rede de interesses


Uma empresa não cria valor sozinha.

R. Edward Freeman acrescentou ao pensamento sobre as organizações uma pergunta capaz de alterar profundamente a maneira como enxergamos as empresas: para quem a empresa precisa criar valor? A resposta ultrapassa sócios, administradores ou qualquer outro grupo considerado isoladamente. Para Freeman, compreender uma empresa exige compreender também as relações que permitem que ela crie valor.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

É possível desenhar políticas monetária e fiscal mais favoráveis ao Brasil?


Inspirado no manifesto J'Accuse! de Émile Zola, 
o economista André Lara Resende propõe redesenhar 
a arquitetura fiscal e monetária brasileira

O debate em torno dos rumos da economia nacional ganhou contornos de manifesto com a publicação do artigo Eu Acuso: uma proposta para eliminar os juros absurdos, assinado por André Lara Resende. O texto procura jogar luz sobre mecanismos que, segundo o autor, ajudam a explicar a vulnerabilidade fiscal do Brasil, desafiando dogmas que há décadas privilegiam políticas econômicas fortemente restritivas e podem limitar os investimentos e o crescimento.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Meritocracia x Política de Cotas: quando o Estado deve atuar?


Igualdade de oportunidades, mérito e 
ações afirmativas à luz da Constituição Federal

Meritocracia e política de cotas costumam aparecer no debate público como ideias opostas. De um lado, reside a defesa de que vagas, cargos e oportunidades devem ser atribuídos segundo esforço, capacidade e desempenho individual. De outro lado, existe a constatação de que pessoas submetidas às mesmas regras podem chegar à competição carregando desigualdades tão profundas que a igualdade formalizada no ordenamento jurídico, sozinha, não assegura uma disputa equilibrada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

O que Maquiavel pode ensinar sobre governança, estratégia e liderança?



O que Maquiavel pode ensinar sobre governança, liderança e estratégia

Poucos autores atravessaram tantos séculos despertando simultaneamente admiração, controvérsia e interpretações equivocadas quanto Nicolau Maquiavel. Escrito no início do século XVI, O Príncipe, obra que atravessou séculos e é considerada por muitos estudiosos uma das referências clássicas da Ciência Política, procurou compreender como o poder é conquistado, exercido e preservado em um ambiente marcado por disputas, mudanças e incertezas.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Inveja nas organizações: risco de governança e gestão?


Um sentimento individual com efeitos coletivos

A inveja é um sentimento humano tão antigo quanto as relações sociais, mas raramente reconhecido no ambiente de trabalho. Nas organizações, ela pode surgir quando uma pessoa compara sua posição, remuneração, influência, reconhecimento ou desempenho com os de outra e percebe nessa diferença uma ameaça ao próprio valor. O sentimento, inicialmente individual e silencioso, torna-se um problema organizacional quando passa a interferir em comportamentos, decisões e relações profissionais.

sábado, 19 de setembro de 2026

Caso Braskem: Expansão petroquímica, desastre de Maceió e desafios de governança


Quando os riscos invisíveis chegam ao balanço

Poucas empresas brasileiras reúnem tantos elementos para um estudo de governança corporativa e sustentabilidade quanto a Braskem. Em 2026, a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas permanece operacionalmente relevante, mas enfrenta, ao mesmo tempo, elevado endividamento, passivos socioambientais, pressão de credores, processos judiciais e uma profunda reorganização financeira e societária.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

O pensamento deliberativo e a governança das diferentes opiniões


Como ouvir diferentes perspectivas
sem perder a capacidade de decidir

Uma empresa é uma organização hierárquica. Existem acionistas, conselhos, diretorias, gestores, competências e responsabilidades claramente distribuídas. Nem todas as decisões podem ser submetidas à votação de todos e nem todas as pessoas possuem autoridade para decidir. 

domingo, 13 de setembro de 2026

Caso Apple: Governando a complexidade para produzir simplicidade


Por fora, tudo parece simples; 
por trás das cortinas, quase nada é

Por fora, quase tudo na Apple procura parecer simples; por dentro, quase nada é. Um iPhone, um Mac ou um par de AirPods escondem processadores, sistemas operacionais, sensores, software, redes, fornecedores e milhares de decisões técnicas. Pode ser que aí resida uma das características mais interessantes da empresa: administrar enorme complexidade interna para produzir simplicidade externa.

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

O pensamento paradoxal e a administração de opostos


Escolher um lado pode ser o erro

Empresas são frequentemente colocadas diante de escolhas que parecem exigir uma resposta definitiva: servir aos públicos A e B ou aos públicos C e D, focar o curto ou o longo prazo, centralizar ou descentralizar atividades, buscar eficIência ou inovar. As possibilidades são várias e decisões precisam ser tomadas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Indicação: Matérias e entrevistas na Revista RI e no Portal Acionista

 

Sugerimos aos nossos visitantes a leitura dos seguintes artigos e entrevistas, publicados pela editora deste EG Mônica Brandão em parceria com Cida Hess (Revista RI e Acionista) e José Carlos Paranhos (Revista RI):

O pensamento sistêmico e a visão do todo


Problemas complexos raramente têm causas isoladas

Iniciemos com um problema empresarial que parece simples. Uma empresa começa a apresentar atrasos na entrega de produtos, erros e queda de produtividade. A conclusão parece evidente: faltam pessoas, todos estão sobrecarregados. A solução também parece simples: contratar. Mas talvez o problema mais profundo esteja menos na quantidade de profissionais do que no sistema em que eles trabalham.

domingo, 6 de setembro de 2026

Mulheres estão mais presentes no topo de empresas, mas a diversidade avança de forma desigual

 

Estudo revela participação feminina recorde nos espaços de decisão

A diversidade começa a ganhar espaço na alta administração das companhias abertas brasileiras, mas esse avanço ainda ocorre de maneira bastante desigual. A edição de 2026 do estudo Lideranças Plurais, realizado pela B3 em parceria com o Instituto Locomotiva, mostra que as mulheres alcançaram presença recorde nos conselhos de administração e nas diretorias estatutárias. A representatividade racial e a inclusão de pessoas com deficiência, contudo, continuam significativamente menores.

Oliver Williamson e a arquitetura dos custos de transação

 

Antes de governar a empresa, há mais o que pensar.

Se Ronald Coase, em 1937, perguntou por que as empresas existem, Oliver Williamson dedicou quase cinco décadas a responder como elas devem ser desenhadas. Nascido em 1932, engenheiro no MIT, MBA em Stanford e PhD em Carnegie Mellon, professor em Berkeley e Yale, Prêmio Nobel de 2009, Williamson transformou a ideia dos custos de transação em uma teoria testável e, sobretudo, utilizável por quem decide.

A Constituição que podemos aperfeiçoar


Um dia 7 de setembro para refletirmos 
sobre as instituições do Brasil

O dia 7 de setembro costuma nos convidar a olhar para trás. Voltamos a 1822, à Independência do nosso País e ao longo caminho percorrido pelo Brasil para construir sua soberania, suas instituições e sua identidade como nação. Mas talvez a melhor homenagem que possamos prestar à nossa história, sem nos perder do que fomos, seja também olhar para a frente. Países não ficam prontos, são construções permanentes. A independência de uma nação também se revela em sua capacidade de aperfeiçoar as próprias instituições.

sábado, 5 de setembro de 2026

Ronald Coase e a pergunta sobre a razão de existir das firmas


Antes de governar uma organização, 
é preciso compreender por que ela existe

Ronald Harry Coase foi uma das personalidades mais importantes do pensamento econômico do século XX e um dos autores cuja obra ajudou a construir as bases intelectuais para compreender as organizações, os contratos, os direitos de propriedade e os mecanismos pelos quais as atividades econômicas são coordenadas. 

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

A Constituição que escolheu os cidadãos


A Carta Magna como instrumento de governança do Brasil 

Qual ordem socioeconômica combinada emerge da Constituição Federal de 1988, quando se consideram aspectos econômicos, sociais e ambientais? Em função de sugestões de leitores dos artigos Qual ordem econômica emerge da Carta Magna?, Qual ordem social emerge da Carta Magna? (1/3), Qual ordem social emerge da Carta Magna? (2/3) e Qual ordem social emerge da Carta Magna? (3/3), procuramos aqui fazer uma breve, mas substanciosa síntese desses textos, com alguns de seus elementos.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Febraban Tech 2026 e a visão dos bancos


O que a Carta Magna espera do Ecossistema Financeiro?

Na abertura do Febraban Tech 2026, o maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro da América Latina, realizado de 24 a 26 de agosto, em São Paulo, com o tema Agentes inteligentes, liderança humana, presidentes de grandes bancos do País se reuniram no primeiro dia do evento, no Auditório Febraban. O jornal O Globo sintetizou o espírito do painel, em matéria do dia 26 de agosto, denominada O que pensam os CEOs dos bancos brasileiros sobre ajuste fiscal, juros e produtividade.