quinta-feira, 9 de julho de 2020

Bolsa de valores apoia crédito a microempreendedores


A B3 iniciou a segunda fase de suas ações de apoio à sociedade durante a pandemia de COVID-19. Além das iniciativas de saúde e alimentação, essa etapa contempla o apoio à preservação da renda de microempreendedores e negócios comunitários, incluindo projetos voltados ao acesso ao crédito.

Estão previstos R$ 17 milhões para a segunda fase. Somados aos R$ 12,3 milhões da primeira e aos R$ 20,7 milhões previstos para a terceira, os recursos totalizam R$ 50 milhões. Esses valores abrangem o conjunto das ações sociais, não apenas o financiamento de pequenos negócios.

O apoio ao crédito ocorre por meio de parcerias com organizações que atuam junto aos públicos beneficiários. A participação da B3 na iniciativa não deve ser confundida com a abertura de uma linha de empréstimos diretamente na Bolsa: o atendimento aos empreendedores depende dos projetos apoiados e das condições estabelecidas pelas entidades responsáveis.

A primeira fase concentrou esforços nas necessidades emergenciais de saúde e alimentação. A ampliação para iniciativas de renda procura enfrentar também os efeitos econômicos da pandemia, que comprometem a continuidade de pequenos negócios e a subsistência das famílias que deles dependem. A terceira etapa prevê a continuidade do apoio nas frentes de saúde, alimentação e renda.

Segundo Gilson Finkelsztain, presidente da B3, a mobilização está relacionada ao compromisso da organização com o desenvolvimento de longo prazo do Brasil. O desafio envolve responder às necessidades imediatas e apoiar condições para que atividades econômicas possam atravessar a crise.

Sob a perspectiva da governança, iniciativas dessa natureza exigem clareza sobre a destinação dos recursos, os critérios de escolha dos parceiros e o acompanhamento das ações. Doações e apoio ao crédito cumprem funções diferentes: enquanto as primeiras podem atender necessidades emergenciais, o financiamento cria compromissos de pagamento e precisa considerar a capacidade de recuperação dos negócios beneficiados.

Preservar renda e atividade produtiva requer, portanto, mais do que anunciar recursos. É importante acompanhar sua aplicação e verificar se o apoio chega aos públicos pretendidos, contribuindo para enfrentar os efeitos sociais e econômicos da pandemia.


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