O Papa Francisco se manifestou, no dia 26 de agosto, sobre o meio ambiente, pedindo que os cristãos assumam um estilo de vida responsável e coerente com a salvaguarda da criação. Na centésima audiência geral de seu pontificado, diante de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Papa reforçou o apelo em prol de uma mudança de modo de vida.
A defesa do meio ambiente já havia sido feita pelo Sumo Pontífice em uma encíclica, a Laudato si ou Louvado Seja, a primeira do mundo orientada para esse tema. No documento, apresentado em 18 de junho, o Papa apela para a responsabilidade de todos na proteção de um planeta em processo de destruição.
A mensagem papal, transmitida tanto por meio da Louvado Seja quanto de sua palavra em vários fóruns, vai além da defesa do meio ambiente, incorporando preocupações sociais e o reconhecimento de que destruição ambiental prejudica especialmente aos mais pobres.
O movimento pela sustentabilidade preconiza que o sistema econômico evolua com foco não apenas em questões econômicas, mas, também - e com mesmo nível de seriedade - nas questões sociais e ambientais. Se assim não for, qual será o futuro do capitalismo? Qual é o limite de tolerância à desigualdade?
A defesa do meio ambiente já havia sido feita pelo Sumo Pontífice em uma encíclica, a Laudato si ou Louvado Seja, a primeira do mundo orientada para esse tema. No documento, apresentado em 18 de junho, o Papa apela para a responsabilidade de todos na proteção de um planeta em processo de destruição.
A mensagem papal, transmitida tanto por meio da Louvado Seja quanto de sua palavra em vários fóruns, vai além da defesa do meio ambiente, incorporando preocupações sociais e o reconhecimento de que destruição ambiental prejudica especialmente aos mais pobres.
O movimento pela sustentabilidade preconiza que o sistema econômico evolua com foco não apenas em questões econômicas, mas, também - e com mesmo nível de seriedade - nas questões sociais e ambientais. Se assim não for, qual será o futuro do capitalismo? Qual é o limite de tolerância à desigualdade?
Sustentabilidade, ética e responsabilidade
A relação entre meio ambiente e desigualdade demonstra que os impactos ambientais não são distribuídos de maneira uniforme. Populações com menos recursos frequentemente possuem menor capacidade de prevenir riscos, adaptar-se às mudanças e recuperar-se de perdas. A proteção ambiental também possui, portanto, uma dimensão social e ética.
As escolhas individuais são importantes, mas não suficientes. Empresas, governos e demais organizações tomam decisões capazes de afetar territórios, recursos naturais, condições de trabalho e comunidades. A responsabilidade pela sustentabilidade precisa alcançar tanto os hábitos pessoais quanto as estruturas que orientam investimentos, produção, consumo e políticas públicas.
As organizações dependem do ambiente e da sociedade para realizar suas atividades. Quando os benefícios econômicos ficam concentrados, enquanto custos ambientais e sociais são transferidos a terceiros, pode surgir uma aparente geração de valor que não considera todas as consequências da decisão.
A governança contribui para enfrentar esse problema ao incorporar impactos socioambientais à estratégia, à gestão de riscos e à prestação de contas. Conselhos e administradores precisam avaliar não apenas os resultados imediatos, mas também os efeitos que suas escolhas podem produzir sobre a continuidade da organização e sobre os públicos atingidos.
A reflexão proposta pelo Papa Francisco adquire, assim, relevância para além da esfera religiosa. Ela convida pessoas e instituições a questionarem padrões de desenvolvimento e critérios de decisão. O desafio não está em abandonar a dimensão econômica, mas em integrá-la seriamente às dimensões social e ambiental, para que prosperidade, dignidade humana e preservação da vida possam avançar conjuntamente.
